O Bem não tem ideologia

Há algumas poucas décadas, talvez por estar esvaziada de suas propostas originais, testadas e fracassadas em vários países do mundo, a esquerda mundial, acompanhada pela brasileira, vem apropriando-se de pautas ditas “humanitárias”, tais como defesa dos
direitos das mulheres; do meio ambiente; contra o racismo; a homofobia e a desigualdade social, entre outras.

Nada mais falacioso do que dizer que estas pautas são “de esquerda”, e envergonhar-se por abraçá-las. Na realidade, estas pautas nasceram liberais, haja vista a luta das sufragistas, e a abolicionista, movida por Lincon nos EUA, para citar alguns exemplos.
Nada mais liberal, seja de que corrente for (pois o liberalismo tem variadas correntes), do que a defesa dos direitos humanos, uma vez que, para os liberais, as liberdades individuais são a tônica.

Portanto, digo, com propriedade e sem medo de errar, que as pautas humanitárias foram sequestradas por socialistas e marxistas, e está mais do que na hora de trazê-las novamente para o domínio comum.

Tão reféns da “esquerda” estão estas pautas que muitas vezes pode parecer “feio”, para uma liberal, com eu sou, definir-se como feminista. O que sempre fui, e sempre serei. Neste ponto quero lembrar que o próprio feminismo tem várias correntes, dentre elas, a liberal.

Mas, voltando ao tema principal deste texto, o bem não tem ideologia política. Projetos envolvendo minorias, melhorias da qualidade de vida de nossos semelhantes e do lugar onde vivemos não devem escolher partidos ou doutrinas ideológicas. Ser bom, fazer o bem, fazer o que é certo, é aquilo que desejamos como evolução de uma sociedade. É aquilo que nos faz cidadãos melhores. É aquilo que nos fará viver num país e num mundo melhor. Para isso, não é necessário estar ligado a ideologia nenhuma. Basta olhar e preocupar-se com o outro com um olhar amoroso e empático. E exercitar, livremente, aquilo que há de melhor em nós.

Ana Paula Pinho

Mestre e Doutora em Neurociências.

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